quarta-feira, 11 de março de 2009

O Cativeiro no Egito e suas lições

O CATIVEIRO NO EGITO E SUAS LIÇÕES
Atos 7:15-36
Os sofrimentos pelos quais Israel haveria de passar na terra do Egito foram anunciados por Deus muitos anos antes, quando Abraão habitava em Canaã e Isaque nem sequer existia. Gn 15:13-17. Como a prata e o ouro precisam do crisol para se purificarem, ao longo da história da humanidade, Deus tem usado o cadinho da aflição para moldar homens segundo os seus propósitos, Pv 17:3.
O Egito com sua idolatria e a dureza do coração de faraó foi cenário propicio à marnifestação do Todo-poderoso. Cada praga enviada ao Egito foi, ao mesmo tempo, uma prova do poder de Deus. Essa foi a oportunidade de Israel conhecer a incontestável soberania d'Aquele que o escolheu para propriedade exclusiva, Is 44:1,2. A passagem de Israel pelo Egito estava, portanto, nos planos de Deus.
I – Tempo de Proteção
Ao tempo do patriarca Jacó, uma grande fome assolava a região do Oriente Médio. Só o Egito tinha em seus celeiros muita fartura, Gn 41:56-57. Isso porque José, filho de Jacó, era a segunda maior autoridade no país e desfrutava de confiança absoluta por parte de faraó. Povos vizinhos vinham comprar trigo e chegou a vez de atender também aos seus irmãos. Esses tiveram um acolhimento todo especial. Os hicsos receberam alegremente a familia de José e lhes concederam as áreas mais férteis do delta do Nilo (a terra de Gósen), Gn 47:4-6. Isso não aconteceu por acaso. A boa mão de Deus estivera guiando todos os fatos para que assim sucedesse, Gn 50:20 e Rm 8:28.
Israel não podia reclamar da vida no Egito. Se Deus não lhe permitisse passar pelo terrivel sofrimento que estava por vir, provavelmente esse povo jamais se lembraria das promessas feitas a Abraão. Por isso veio a opressão.
II – Tempo de Muita Angústia
Mas a politica interna do Egito mudou, os hicsos foram expulsos e subiu ao trono um faraó que não conhecera José. Com isso, a situação dos israelitas se inverteu bruscamente. Os novos governantes estavam preocupados com o crescimento assustador dos estrangeiros. Temiam que estes viessem a se tornar mais fortes que os egipcios e dominá-los ou mesmo aliar-se a seus inimigos. Êx 1:6-10. Por isso resolveram oprimi-los.
a) Um regime de trabalhos forçados – O povo, que antes gozara as maiores regalias no Egito, foi agora escravizado. Sobre eles foram colocados feitores para os afligir. Foram obrigados a edificar para faraó as cidades-celeiros de Pitom e Ramessés, Êx 1:11. A servidão passou a amargurar terrivelmente a vida do povo de Deus, Êx 1:13-14.
b) As parteiras salvam os bebês – Apesar da opressão no Egito, os filhos de Israel se multiplicavam tanto e isso causou grande preocupação aos egipcios, Êx 1:12. Então Faraó determinou às parteiras das hebréias que, no momento do parto, todos os filhos dos hebreus, de sexo masculino, deveriam ser assassinados. As parteiras, porém, temendo a Deus, descumpriram a ordem e os filhos de Israel continuaram multiplicando-se e fortelecendo-se grandemente, Ex 1:15-21.
c)Crueldade sem limites – Fracassada sua primeira tentativa de exterminio dos filhos dos hebreus, o faraó determinou que os meninos fossem lançados no Nilo para morrerem afogados, Êx 1:22. O clamor desse povo foi tão grande que chegou aos ouvidos de Deus, Êx 3:9.
III – Tempo de Libertação – Êx 2:1-10
Deus sempre atende o clamor do aflito, Jr 33:3. Entre os vários meios, ele usa a natureza, Êx 16:13; os anjos. Hb 1:14; ou uma pessoa, como, no caso, Moisés que vai ser o homem talhado por Deus para esse momento.
a) Nasce o grande libertador. Moisés nasceu exatamente na época em que os filhos dos hebreus estavam condenados à morte. Escondido durante seus três primeiros meses de vida, depois lançado no Nilo num cesto de juncos, foi encontrado pela filha de faraó, e devolvido à própria mãe que ainda recebeu da princesa um salário para criá-lo. Quando cresceu foi adotado pela filha de faraó e “instruido em toda a ciência dos egipcios”, At 7:20-22. Este homem foi o instrumento que Deus usou para libertar seu povo da escravidão no Egito, Êx 3:10.
b) O êxodo e a chegada a Canaã – Deus reconhece o sofrimento de seu povo, Êx 3:7, mas permite que experimentem a dor a fim de despertá-lo para suas promessas, Hb 12:11. Gemendo debaixo da servidão, o povo invocou o Todo-poderoso que ouviu o seu clamor, Êx 3:9. Moisés e Arão dialogam com o faraó e este, diante da possibilidade de perder sua mão-de-obra escrava, foi categórico em sua resposta aos enviados de Deus: “...não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei Israel partir”, Ex 5:2.
A resistência do faraó mudou quando vieram as pragas terriveis, Ex 7:12. Depois de 430 anos no Egito, o povo celebra a Páscoa e inicia sua longa viagem em direção a Canaã, onde só chegaria depois de 40 anos. Atravessa o Mar e, depois de três meses, chega ao Sinai. Nessa marcha inicial há o milagre do maná, 16:2, e da água que jorra da pedra, 17:1-3. No Sinai, recebe as tábuas da lei (Êx 20), constrói o tabernáculo, firma as bases do culto monoteista e prepara-se para a marcha.
Fiquemos com a preciosa lição do v.7 do cap. 6 de Êxodo: “Eu vos tomarei por meu povo, e serei vosso Deus; e sabereis que eu sou o Senhor; vosso Deus que vos tiro debaixo das cargas dos egipcios”. Por amor ao seu povo. Deus promete livrá-lo e ampará-lo. Esse mesmo Deus é o que, por meio de Jesus Cristo, nos tira debaixo da carga do pecado.
(EXTRAÍDO da “Revista de Estudos Bíblicos” ALELUIA – N 49)

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