sábado, 27 de dezembro de 2008

A Oração Perseverante Alcança Sempre a Resposta

A ORAÇÃO PERSEVERANTE ALCANÇA SEMPRE A RESPOSTA
Salmo 40:1-11
INTRODUÇÃO
Davi, ao compor o Salmo 40, tinha em sua alma a gratidão a Deus por tê-lo livrado de uma tribulação comparada a “um lago horrível” e a “um charco de lodo”. A paciência e a perseverança na oração constituem-se numa prova de confiança incondicional na bondade de Deus, no seu amor, no seu cuidado, na sua provisão.
I. A Paciência na Oração
1. A oração faz parte de nossa disciplina pessoal. Ela não pode ser uum mero hábito. Não pode ser uma reza, nem vãs repetições. Davi tinha experiência quanto ao exercicio da oração. “Esperei com paciência no Senhor...” (v.1). No hebraico, a expressão literal é “esperei e esperei” ou “esperando, esperei”. Ele orava sistematicamente três vezes ao dia: pela manhã, ao meio-dia e à tarde (Sl 55:17). Homens e mulheres de oração demonstraram, ao longo da história sagrada, possuir disciplina nesse aspecto. Daniel também orava três vezes ao dia (Dn 6:10). A oração é uma arma poderosa na vida do crente. Disse certo pregador: “Satanás ri da nossa sabedoria, zomba de nossas pregações, mas treme diante de nossas orações”.
2. A oração implica em nossa comunhão com Deus. Orar não é repetir frases decoradas. Orar é conversar com Deus. É chegar “com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hb 4:16). Em nossa vida devocional, que inclui a leitura bíblica, o louvor e a oração, esta constitui-se no meio pelo qual entramos em contato com Deus.
II. A Recompensa da Oração Paciente
1. Deus se inclinou para o seu servo (v.1b). Quer dizer que Deus se voltou para Davi, atraído por sua paciente súplica. No Salmo 113:6, o salmista declara: “O Senhor nosso Deus, que habita nas alturas, se curva para ver o que está nos céus e na terra”. É evidente que o Altíssimo não precisa inclinar-se para ver algo, mas, no salmo, o escritor quer dizer que Deus atentou para a sua prece.
2. Deus ouviu o seu clamor. Davi esperou no Senhor. Respostas à oração nem sempre são imediatas. Se assim fosse, muitos crentes poderiam pensar serem merecedores das bênçãos de Deus. No caso em estudo, a resposta ao clamor do salmista teria demorado bastante. Isto, segundo a avaliação do próprio Davi. Mas, para Deus, a resposta foi dada no tempo oportuno.
3. Deus tirou seu servo de uma tribulação tremenda (v.2a). A expressão “tirou-me dum lago horrível, de um charco de lodo” dá idéia da situação angustiante em que Davi se encontrava. Charco de todo, em outra tradução, equivale a “um tremedal de lama”, ou pantanal, em que não há qualquer firmeza: quanto mais a pessoa tenta deslocar-se, mais afunda.
4. Pôs os seus pés sobre uma rocha e firmou-lhe os passos (v.2b). Não foi isto o que Deus fez conosco? Ele nos salvou e nos pôs sobre a Rocha dos Séculos – Jesus. Feliz o homem que tem a sua casa (sua vida) edificada sobre a Rocha (Mt 7:24).
5. Pôs um novo cântico na sua boca (v.3). O versiculo não se refere apenas a uma nova canção composta pelo salmista, mas a uma nova forma de louvor ao Senhor. No hebraico, temos literalmente, “um novo cântico de louvor a Deus”. De fato, na última parte do versículo, o escritor acrescenta: “um hino ao nosso Deus”. Para que isso aconteça, é necessário que atendamos ao que diz Paulo: “...mas enchei-vos do Espirito, falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coraao...” (Ef 5:18:b-19).
III. O Efeito do Louvor a Deus
1. Muitos o verão e temerão ao Senhor (v.3b). Quando um servo de Deus o louva, dando testemunho em gratidão pelos livramentos e bênçãos recebidos, muitas são as pessoas que se despertam para buscar e temer a Deus.
2. Muitos confiarão no Senhor. Diante do testemunhão agradecido e do poderoso livramento que o Senhor concedeu ao seu servo, muitos passaram a confiar em Deus. Os sinais do poder divino são mais necessários hoje do que nos tempos do AT e dos apóstolos.
IV. Um Louvor Profético (vs 4-8).
1. Bem-aventurado o que confia no Senhor (v.4a). No texto em estudo, vemos o salmista afirmar que é bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança.
2. Bem-aventurado o que não respeita os soberbos nem os mentirosos (v.4b). Não sabemos porque o salmista incluiu esta referência no seu louvor. Certamente, teria ele passado pela amarga experiência de ter de lidar com os sobrerbos e mentirosos. Por isso, conclui, afirmando que não é certo dar valor a tais individuos.
3. As maravilhas de Deus são inumeráveis (v.5). Davi passou a exaltar o Senhor, dizendo que suas maravilhas são muitas, e que os pensamentos do Altíssimo não se podem contar. Jó também percebeu que as maravilhas de Deus são incontáveis (Jó 9:10). Da mesma forma, nosso Senhor Jesus Cristo, quando de seu ministério tereno, operou tantas coisas que, se fossem todas escritas, “nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem” (Jo 21:25).
4. A pontando para Cristo (v.6). “Sacrificio e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste”. Apontando para Cristo, o salmo afirma, profeticamente, que os velhos rituais e sacrificios involuntários de animais não seriam suficientes para agradar a Deus. O que conta, para Deus, é o novo concerto, através do sacrificio voluntário de Jesus, conforme Hebreus 10:5-10. O texto do v.6 foi citado literalmente em Hebreus 10:7, mostrando que Cristo cumpriu a vontade de Deus na obra da redenção. (Ver Isaías 53:11).
5. A alegria em fazer a vontade de Deus (v.8). Não adianta louvar a Deus só na aparência ou apenas da boca para fora. Se assim agirmos, nosso louvor jamais chegará aos céus. Devemos fazer a vontade de Deus com alegria, porque a sua vontade é “boa agradável e perfeita” (Rm 12:2).
V. O Tema da pregação que agrada a Deus
Nesstes versículos, o salmista, após reconhecer o livramento de Deus, e louvá-lo de modo solene, passa a enumerar o que constitui os temas de sua pregação.
1. A justiça de Deus (v.9-10a). Há igrejas em que não se fala mais no sangue de Jesus. Fala-se apenas em amor, paz, bondade etc. Entretanto, se o pecador não se convencer de que está diante de um Deus que é amor, mas também justiça, jamais virá a sentir a miséria de seus pecados.
2. A fidelidade de Deus (v.10b). O salmista declara ter apregoado a fidelidade do Senhor. É importante que os ouvintes da Palavra de Deus saibam que Ele é fiel, e que vela pela sua palavra (Jr 1:12b).
3. A salvação de Deus (v.10b). Paulo encarou essa tarefa com tanta responsabilidade, que declarou: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho” (1Co 9:16).
4. A benignidade de Deus (v.10c). O salmista maravilha-se ante a benignidade do Senhor: “Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade! E por isso os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas” (Sl 36:7). Isso quer dizer que os homens são salvos, não por seus méritos, e sim pela benignidade, ou misericórdia, de Deus.
5. A verdade de Deus (v.10c). A verdade de Deus tem atributos maravilhosos: guia e ensina (Sl 25:5); é pavês e escudo (Sl 91:4). O Espirito Santo é o Espirito da verdade (Jo 14:6; 16:13). A palavra de Deus é a verdade que santifica (Jo 17:17).
VI. Oração de Quem Continua a Esperar em Deus (v.11-17)
1. Rogando pela prontidão divina (v.11). Davi pede a Deus que não detenha para com ele a sua misericórdia, suplicando-lhe que a sua benignidade e verdade guardem-no continuamente. Não parece contrasenso que ele assim ore, quando, no inicio do salmo, demonstra ter esperado pacientemente? Não! Na verdade, isso acontece com os servos de Deus. Embora julguem possuir muita fé, voltam ao vale da realidade para então reconhecerem que precisam sempre mais de Deus.
2. Rodeado de males e inimigos (v.12-14). No inicio do texto, o salmista louva a Deus por tê-lo livrado de “um lago horrível, de um charco de lodo”, referindo-se a uma situação especifíca. No verso 12, revela que continua cheio de problemas, dependendo do socorro divino. No versiculo seguinte (13), roga que o Senhor se apresse em auxiliá-lo. No verso 14, mostra ele que tem inimigos que buscam tirar-lhe a vida, por isso suplica a Deus que sejam estes confundidos. Em nossa vida, também acontece isso. Jesus disse: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16:33b).
Conclusão
Ao fim de sua oração, Davi conforta os que buscam ao Senhor e a sua salvação, exortando-os a professar: “Engrandecido seja o Senhor” (v.16). Finalmente, o salmista declara sua confiança, dizendo que é pobre e necessitado, mas o Senhor cuida dele, como seu auxílio e libertador.
Por isso, precisamos continuar buscando e louvando a Deus, pois somente Ele pode libertar e cuidar dos que nEle confiam.
Questionário
1. Que significa a expressão “ele se inclinou para mim”?
2. No salmo 40, que significa “um novo cântico na minha boca”?
3. Na lição, quais os efeitos do louvor a Deus?
4. De acordo com o texto estudado, como devemos fazer a vontade de Deus?
5. Quais os temas que Davi usou na pregação?
(EXTRAÍDO da “Lições Bíblicas” Jovens e Adultos 3 Trimestre de 1997)

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