domingo, 4 de janeiro de 2009

A Verdadeira Prosperidade

A VERDADEIRA PROSPERIDADE
Salmo 73:1-17
INTRODUÇÃO
O salmista teve a sua fé duramente provada ao procurar entender porque os ímpios prosperam tanto, enquanto os justos, embora temam, a Deus e pautem exenplarmente a sua vida, sofrem, às vezes, tremendos dissabores. Contudo, Deus é justo. Se não entendemos tudo o que acontece no mundo, um dia, quando chegarmos à divina presença, compreenderemos todos os mistérios.
I. Bom é Deus para com Israel
O salmo começa com uma conclusão incisiva. O salmista previne o leitor: o que exporá com relação aos ímpios, refere-se a uma situação já superada. Essa conclusão é a razão de ser do Salmo 73. Mas do que uma lamentação sobre a prosperidade dos ímpios, este salmo é um hino de fé e de confiança em Deus.
II. Asafe e a Prosperidade dos ímpios (vs. 4-12)
O salmista enfoca diversas facetas da vida dos ímpios. Muito perturbado, refere-se a estes como sendo os poderosos deste mundo. Parece esquecer-se dos ímpios que estão sempre marcados pela pobreza e miséria.
1. Não trabalham muito. Na realidade, pode-se perceber claramente que muitos homens abastados são ímpios da pior especie. Ganham dinheiro facilmente através de atividades desonestas tais como tráfico de drogas, prostituição (inclusive de menores), contrabando, extorsão etc. Há muita gente trabalhando para eles, de modo que não precisam afadigar-se nem se consumir em suor.
2. São soberbos e violentos (v.6). Asafe ressalta o fato de os ímpios cercarem-se de orgulho como de um colar; eles “vestem-se de violência como de um adorno”. A violência do ímpio, na prática, é uma atitude de defesa. A Bíblia declara que “a soberba do homem o abaterá...” (Pv 29:23).
3. Bem alimentados e criativos (v.7). Na verdade, os ricos, que não tem compromisso com Deus, vivem de banquetes e de festas, que são simbolo do poder humano. Eles não encontram tempo para refletir acerca de seu destino eterno.
4. São corruptos e opressores (v.8). Infelizmente, até no meio evangélico, há pessoas que procedem injustamente contra operários e trabalhadores. Não é à toa que Tiago condena os ricos opressores (Tg 5:4).
5. São incrédulos e blasfemam contra Deus (vs. 9-11). Temos visto exemplos marcantes de ímpios que se voltaram contra Deus e, hoje, encontram-se esmagados pela mão do Altíssimo. Eis o que Davi deixou-nos escritos: “Aquele que habita nos céus se rirá...o Senhor zombará deles” (Sl 2:4). E, na Epistola aos Hebreus, encontramos esta advertência: “Horreda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10:31).
III. Como Asafe sentiu-se ante a prosperidade dos ímpios
1. Quase desviado (v.2). Após afirmar que Deus é bom para com Israel, Asafe passa a narrar o que lhe sucedeu ao contemplar a prosperidade dos ímpios. Sua mente ficou perturbada. Ele mesmo o confessa: “Quanto a mim, os meus pés quase se desviaram”.
2. Invejando os soberbos (v.3). Como pode um homem de Deus, como Asafe, ser assaltado por um sentimento tão baixo quanto a inveja? Só o entenderemos, analisando sua crise a partir do prisma da fraqueza humana. Ele teve inveja dos soberbos”ao ver a prosperidade dos ímpios”.
3. Ficou perturbado. “Quando pensava em compreender isto, fiquei sobremodo perturbado” (v.16).
4. Ficou desiludido com a sua vida espiritual (v.13-14). Diante de tantas evidências quanto à prosperidade dos ímpios, o salmista concluiu que, em vão, havia purificado o seu coração e lavado as suas mãos na inocência.
5. O coração azedou (v.21). Muitas pessoas deixam-se dominar por esse tipo de emoções e, como resultado, acabam acometidas por muitas doenças. O Dr. Mc Millen, PhD cristão, afiança que 90% das enfermidades são de origem emocional. Por isso, a Palavra de Deus recomenda: “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem” (hb 12:15).
IV. Entendendo a Verdadeira Prosperidade (v.15-20).
O salmista, então, descobre que ele próprio era próspero, e não o sabia. Por isso, glorifica a Deus.
1. Teve prudência no falar (v.15). “Se eu dissesse: Também falarei assim; eis que ofenderia a geração de teus filhos”. Mostra-nos isto que Asafe, embora houvera pensado negativamente, a ninguém manifestou o teor de seu pensamento. Nada disse à esposa, nem aos filhos, ou aos amigos. Se o tivesse feito, teria pecado duas vezes. Uma, por achar que Deus, era injusto. Outra, por abrir a boca e dizer coisas inoportunas.
2. Entrou no santuário de Deus (v.17a). Ao invés de falar, de murmurar, como muitos hoje em nossas igrejas, Asafe entrou no santuário para orar, buscar a Deus, e derramar, diante dEle, suas mágoas e frustrações.
3. Entendeu o fim dos ímpios (v.17b). Deus não revelou a Asafe o progresso, nem a prosperidade dos ímpios, mas o fim destes. O que estava acontecendo, o salmista já o sabia. Deus permite que o ímpio prospere. Mas só materialmente. Espiritualmente, o ímpio é um miserável. Ele se gaba: “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta”. Todavia, a resposta de Deus logo vem: “E não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Ap 3:17).
O salmista, por conseguinte, teve uma visão do futuro dos impios, a partir do que acontece no presente: “...então, entendi eu o fim deles”. Meditemos no que o salmista entendeu:
a) Deus os põe em lugares escorregadios (v.18a). Refere-se isso à falta de solidez dos ímpios. Eles não tem base firme para suas vidas. Tem a casa edificada sobre a areia.
b) Deus os lança em destruição (v.18b). Por mais que prosperem, o fim dos impios (se não se converterem) é a destruição. “Os ímpios serão lançados no inferno...” (Sl 9:17a).
c) Eles caem em desoloção e são consumidos por terrores (v.19). Podem ter muitas riquezas, mas, no final, serão atormentados (Ver Lc 16:19-31).
d) Deus despreza a aparência deles (v.20b). A essa altura, orando no templo, o salmista já houvera entendido que a glória e a prosperidade dos ímpios são apenas aparentes.
4. A verdadeira prosperidade (vs. 23-28). Em sua estada no templo, o salmista teve profundas revelações. Não só quanto a falsa prosperidade dos perversos, mas, também, do que é ser realmente próspero.
a) É estar com Deus (v.23a). “Todavia, estou de continuo contigo”. A presença de Deus dá descanso (Êx 33:14). Na presença do Senhor há fartura de alegria (Sl 16:11).
b) É estar seguro por Deus (v.23b). O salmista reconhece: “...me seguraste pela mão direita”. Asafe, agora, reconhece que, na verdade, ele é quem estava prosperando. Mesmo tendo sido tentado, o Senhor o sustentou em todas as coisas.
c) É ser guiado por Deus até a eternidade (v.24). “Guiar-me-ás com teu conselho e, depois, me receberás em glórias”. Quem é guiado por Deus tem segura prosperidade, principalmente no que tange às riquezas eternas.
d) É ser rico, espiritualmente, no céu e na terra (v.25). “A quem tenho eu no céu senão a ti?” Ele conclui que ninguém é mais valioso que o Senhor. Nenhuma riqueza material supera o fato de se ter Deus na vida. Isso contraria a idéia que muitos crentes alimentam quanto à prosperidade, que é vista do ponto de vista utilitarista e material. Bens materiais são bênçãos de Deus para o crente, mas a verdadeira prosperidade é a das riquezas espirituais e eternas.
e) É ter Deus como fortaleza e porção da vida (v.26). O salmista, em sua oração, viu que a sua carne era fraca, mas Deus era a fortaleza do seu coração. E acrescentou que Deus é a porção da sua vida. Essa é a verdadeira prosperidade.
f) É aproximar-se de Deus e confiar nEle (v.28). Asafe conclui o salmo, dizendo: “Mas, para mim, bom é aproximar-me de Deus”. Ele não avaliava mais a prosperidade com ênfase na transitoriedade dos bens materiais, mas na prevalência do espiritual sobre o material e, principalmente, no relacionamento com Deus. Por fim, ele coloca no Senhor a sua confiança para anunciar aos outros as grandes obras de Deus.
Conclusão
Que a experiência de Asafe, permitida por Deus, e registrada em sua Palavra, sirva de preciosa lição para nós, hoje, e que jamais nos deixemos abater pelo fato de vermos os ímpios prosperarem. Davi, no Salmo 37:1, recomenda: “Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade, porque cedo serão ceifados como a erva e murcharão como a verdura”.
Questionário
1. No salmo em estudo, a que tipo de ímpios Asafe se referia?
2. De acordo com a lição, cite as cinco características que o salmista viu nos ímpios.
3. Por que o salmista teve inveja dos soberbos?
4. Quando foi que Asafe entendeu o fim dos ímpios?
5. De acordo com a lição, em que consiste a verdadeira prosperidade?
(EXTRAÍDO da “Lições Bíblicas” Jovens e Adultos 3 Trimestre de 1997)

A Santidade da Vida - Um Alerta Contra o Aborto

A SANTIDADE DA VIDA – UM ALERTA CONTRA O ABORTO
Salmo 139:12-18
INTRODUÇÃO
O Salmo 139, além de destacar alguns atributos naturais e absolutos de Deus, mostra-nos a maravilhosa obra que é a formação do ser humano no ventre materno. Nesta profunda revelação sobre a santidade da vida, o aborto afigura-se, logicamente, como crime hediondo, passível da mais severa pena ante o Tribunal Divino.
I. Origem e Santidade da Vida
1. A Vida foi criada por Deus. Há vérias teorias sobre a origem do Universo e da vida. Há quem diga que a vida surgiu de uma “sopra quimica”, na qual os elementos se juntaram, ao acaso. É preciso ter muita “fé”, ou credulidade, para acreditar nisso. No Gênesis, que relata o começo de todas as coisas, encontramos a origem da vida.
2. A Vida humana. No sexto dia, “criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus os criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou...” (Gn 1:27-28). Esta última expressão da bênção de Deus sobre o homem, sugere e implica na santidade da vida humana. Observando o relato bíblico, podemos ver que a vida humana é distinta da vida vegetal e animal. Há diferenças entre os corpos dos animais e o dos homens. “Mas Deus dá-lhe o corpo como quer e a cada semente, o seu próprio corpo. Nem toda carne é a mesma carne; mas uma é a carne dos homens, e outra, a carne dos animais, e outra, a dos peixes, e outra, a das aves” (1Co 15:38-39). Deus tem a vida humana em elevado conceito.
II. Deus é o Doador da Vida.
1. A vida humana é dom de Deus. Dizem os materialistas que tudo surgiu a partir de uma grande explosão. É a teoria do “Bog-bang”. Com isso, procuram negar as Escrituras. É mais uma faceta da rebelião do homem contra Deus. Paulo recebeu a revelação da origem da vida, dizendo que Deus “é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas” (At 17:26b). Ele é o “Deus dos espiritos de toda a carne” (Gn 16:22).
2. Somente Deus pode dar e tirar a vida. Sendo o Criador, o dono e o doador da vida, somente Deus, em sua soberania, pode fazer o que bem quiser com a vida. Pode dá-la e tirá-la, pelos meios mais diversos, a seu critério.
III. Deus e a Concepção Humana
1. Deus acompanha a concepção.
a) Pois possuíste o meu interior. Descrevendo a maravilhosa complexidade da concepção, o salmista diz que Deus possuiu o seu interior, ou seja acompanhou o processo de sua gestação (v.13a).
b) Entreteceste-me no ventre de minha mãe. Mesmo em se tratando de uma lei biológica, o salmista entendia que a formação do ser humano, no ventre materno, é obra da mão de Deus (v.13b).
2. Deus registra o desenvolvimento da concepção (v.15-16). O salmista, que nunca estudara biologia, disse: “Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado”. “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia”.
3. Deus escolhe pessoas desde o ventre materno. Deus escolhe pessoas com propósitos especiais e especificos desde o ventre materno.
a) A escolha de João Batista. O precursor de Jesus fora escolhido antes de nascer para tornar-se “grande diante do Senhor”, sendo “cheio do Espirito Santo, já desde o ventre de sua mãe” (Lc 1:15).
b) A escolha de Jesus. Jersus, como homem, fora escolhido desde o ventre, pela virtude do Altissinnnnnmo (Lc 1:31,35).
Que seria da Igreja e da humanidade, se as mães dessas, pessoas tivessem praticado o aborto?
IV. O Aborto e suas implicações à luz da Bíblia.
Aborto, ou abortamento, no sentido jurídico, significa “interrupção dolosa da gravidez, com expulsão do feto ou sem ela”. De acordo com os médicos, há vários tipos de aborto.
1. Aborto natural. Ocorre por motivos, ou circunstâncias naturais, implicando na morte do feto. Por exemplo, no caso de enfermidade. Não encontramos qualquer incriminação na Bíblia quanto a esse caso.
2. Aborto acidental. É resultante de um problema alheio à vontade da gestante. Uma queda, ou um susto intenso, podem provocar o abortamento.
3. Aborto provocado. É o aborto intencional, decorrente de uma decisão da gestante ou do casal, no sentido de se ver livre do feto por motivos os mais diversos.
4. O chamado aborto legal. Em caso de risco para a vida da mãe, ou em caso de estupro, a lei permite o aborto. No primeiro caso entendemos que há uma justificativa maior. Uma vida em formação é sacrificada para salvar uma vida já plenamente desenvolvida. No segundo caso, tem-se uma questão dificil de ser respondida. Sem dúvida alguma, os traumas de uma vitima de estupro são inimagináveis. Contudo, a vida gerada encontra-se sob um principio divino. Por isso, a pessoa que optar pelo aborto, nesse caso, terá de prestar contas a Deus. Uma freira, na Bósnia Ezergovina, foi estuprada por soldados, e engravidou. Embora tivesse de sair do convento, recusou-se a recorrer ao aborto, dizendo que aquele filho era somente seu, e iria criá-lo com amor, com ajuda de Deus.
5. O aborto por questões eugênicas. Há quem defenda o aborto por questão de eugenia, isto é, para evitar o nascimento de crianças deformadas e retardadas. Ocorre, porém, que pessoas retardadas, ou deformadas, tem personalidade e características verdadeiramente humanas. E, por conseguinte, tem direito à vida.
À luz da Bíblia, da moral e da ética, o aborto provocado é um crime abominável.
V. O Aborto Viola a Lei de Deus
1. É a violação do sexto mandamento. “Não matarás” (Ex 20:13). Face a essa lei, nenhuma pessoa tem o direito de tirar a vida de quem quer que seja. No que tange ao aborto, devemos considerar o seguinte: No ovo, ou zigoto, resultante da união do espermatozóide com o óvulo, estão todas as características de uma criatura humana, desde a estrutura interna, os ossos, os tecidos, até a cor do cabelo, dos olhos e o jeito de andar.
O indivíduo é objeto dos cuidados divinos desde o ventre materno (Sl 139:13-16). O aborto provocado, pois, é um crime hediondo. Ninguém, a não ser Deus, pode tirar a vida de alguém. Ele é o dador da vida. Ele aplicou a pena de morte, no AT, como ato juridico, para fazer face à crescente violência demonstrada pelo homem desde a queda (cf. Gn 6:11; 8:21).
3. É um crime covarte. A vitima não tem a minima condição de se defender. Um médico norte-americano, que realizou mais de 5.000 abortos, deixou de fazê-lo, quando viu, num video, o que acontecia durante um aborto. O feto se mexia todo, como que tentando fugir, ao pressentir a presença do objeto de destruição.
É o holocausto da inocência!
Conclusão
A prática do aborto provocado é permitida pela lei nos casos de risco de vida da mãe, ou decorrente de estupro. No primeiro caso, entendemos que se trata de sacrificar a vida de um ser ainda em formação para salvar a vida plenamente desenvolvida da mãe. No segundo, mesmo compreendendo que se trata de caso delicado, com implicações emocionais tremendas, trata-se de crime contra a vida. Se justificado, ou não, cada um responde diante do Criador. O aborto intencional é um crime abominável, que merece o veemente repúdio por parte da Igreja do Senhor.
Questionário
1. Em que dia da criação Deus criou a vida humana?
2. Que diz Atos 17:26b?
3. Por que só Deus pode tirar a vida?
4. Que tipos de aborto são apresentados na lição?
(EXTRAÍDO da “Lições Bíblicas” Jovens e Adultos 3 Trimestre de 1997)

A Grandeza do Reino de Deus

A GRANDEZA DO REINO DE DEUS
Salmo 99:1-3,5,9
INTRODUÇÃO
O Salmo 99 tem sentido passado, presente e futuro. Em poucos versículos, vemos a grandeza do Reino de Deus: sua supreemacia sobre as nações; a santidade do nome do Senhor, sua justiça e juizo. Nesta lição, extraímos, apenas, uma sintese do aspecto futuro do Reino de Deus.
I. O que é o Reino de Deus
O Reino de Deus é o seu domínio universal sobre todas as coisas. Podemos analisá-lo sob três aspectos.
1. Presente. Interrogado pelos fariseus acerca da vinda do Reino de Deus, que eles esperavam no futuro, Jesus disse: “O Reino de Deus não vem com aparência exterior, porque o Reino de Deus está entre vós” (Lc 17:20-21)
2. Futuro. Davi, no Salmo 22, tem uma visão escatológica do reino do Senhor, quando afirma: “Todos os limites da terra se lembrarão e se converterão ao Senhor; e todas as gerações das nações adorarão perante a tua face. Porque o reino é do Senhor, e ele domina entre as nações” (Sl 22:27-28). É evidente que essa conversão ainda não aconteceus, mas terá lugar quando Jesus implantar o Reino Milenial.
3. Eterno. Davi, inspirado pelo Espirito Santo, registrou que o Reino de Deus é eterno, e que o :eu dominio “estende-se a todas as gerações” (Sl ). Nabucodonosor reconheceu que o Reino de Deus “...é um reino sempiterno, e o seu dominio, de geração em geração” (Dn:). Deus nunca deixou de reinar. Ele é eterno. Contudo, por sua permissibilidade, admite que outros poderes, visiveis e invisiveis, tenham sua vez, até que chegue a consumação dos séculos, quando, em hipótese alguma, haverá qualquer outro reino, a não ser o Reino de Deus.
II. A Implantação do Reino de Deus
1. A vocação de Israel. Deus escolheu o povo de Israel para ser o seu representante na implantação do Reino. Falando com Moisés, no Monte Sinai, Jeová garantiu que, se aquele povo ouvisse diligentemente a sua voz, e guardasse o seu concerto, tornar-se-ia propriedade peculiar e reino sacerdotal dentre todos os povos (Ex 19:5-6). Pois dos israelitas “é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas; dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente” (Rm 9:4-5).
2. O Fracasso de Israel. Ao longo dos séculos, o povo de Israel afastou-se de Deus, culminando por rejeitar o seu próprio rei – Jesus Cristo. “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1:11; Rm 9:30-10:21). Israel rejeitou e matou a Cristo (Mt 27:22-25). Por isso, a nação hebréia foi rejeitada por Deus, ainda que temporariamente, (Rm 11:1-36). Por fim (o remanescente) será salvo (Rm 1:26).
3. A vocação da Igreja. Com o fracasso de Israel, Deus implementou outra fase do seu plano para o planeta Terra. Seu reino precisa expandir-se para poder ser implantado. A famosa profecia de Daniel sobre as 70 semanas (Dn 9:24-27), indica que Deus suspendeu a contagem do tempo para Israel, por ter Israel rejeitado a Cristo (Mt 27:25). Entre a 69a. a 70a.semana, teve inicio a chamada Dispensação da Igreja. Este periodo é indeterminado. Quem se atrever a marcar datas para o seu término cairá no rídiculo e na vala dos falsos profetas. Em ressumo: podemos dizer que, em fundação do Reino, a vocação, ou missão, da Igreja é:
a) Ser representante, no mundo, da implantação do Reino de Deus.
b) Ser proclamadora do Evangelho. Sua missão falar de Cristo a todo o mundo e a toda a criatura (Mc 16:15), dando cumprimento à grande comissão, tarefa indispensável para a implantação do Reino.
c) Ser instrumento de Deus para tornar conhecida a sua multiforme sabedoria (Ef 3:10). A sabedoria do Reino é superior a todo o saber humano.
d) Ser coluna e firmeza da verdade (1Tm 3:15). Só a Igreja tem essa característica.
e) Servir de impedimento à manifestação do Anticristo (2Tm 2:7,8).
4. O êxito da Igreja. Em lugar do Israel nacional, foi levantado o Israel Espiritual – A Igreja (Rm 11:11). Jesus, enviado por Deus, morreu em nosso lugar, e preparou para si um “povo seu, especial, zelodso e de boas obras” (Tt 2:14). Não poderá a Igreja fracassar como aconteceu com Israel, pois Jesus disse: “...edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16:17b). Para que a Igreja cumpra a sua missão, precisa desenvolver seu trabalho através da evangelização, das missões, da ação social legitima, da integração e do discipulado.
III. Acontecimentos Finais.
1. O arrebatamento.
a) O arrebatamento será real. A Igreja será arrebatada, literalmente, da terra. Isto se dará na primeira fase da volta de Jesus, conforme predito nas Escrituras (Mt 22:30; 24:36-51; Jo 14:1-3,24; Dn 2:44-46; Zc 14:1-7). Tal acontecimento é necessário para que os participantes do Reino de Deus estejam em outra dimensão espiritual, gloriosa.
b) Os mortos ressuscitarão primeiro (1Ts 4:16). O Rei concederá o privilégio àqueles que morreram, sendo fiéis, de subirem primeiro ao seu encontro. Desde Abel, passando pelos santos profetas e pelos mártires da Igreja, todos os salvos ressuscitarão (1Co 15:22) em corpo glorioso (Fp 3:21; 1Co 15:44).
c) Os vivos serão transformados (1Ts 4:17). Ato continuo, ocorrerá o milagre da transformação dos salvos que estiverem vivos quando do arrebatamento. Paulo previu isso (1Co 15:51). O que é mortal se revestirá da imortalidade (1Co 15:53). As limitações humanas desaparecerão.
2. As bodas do Cordeiro e o Tribunal de Cristo. Nos céus, darse-á o encontro de Jesus, o Noivo, com a Igreja – a Noiva do Cordeiro (1Ts 4:17). Em seguida, haverá o Tribunal de Cristo (2Co 5:10; 1Co 1:8) e as Bodas do Cordeiro (Ap 19:7).
3. A Grande Tribulação. Na Terra, haverá a Grande Tribulação (Mt 24:21; Lc 21:24-26). Tudo isso tem de acontecer para que o Reino de Deus seja implantado definitivamente não só nos céus, mas também na terra e em todo o Universo.
4. A volta de Jesus em glória. Quando a Grande Tribulação estiver no auge, Jesus voltará com a sua Igreja, Derrotará o Anticristo na batalha do Armagedom (Ap 19:11-21; Mt 25:41); prenderá Satanais (Ap 20:1-3) e realizará o Julgamento das Nações (Mt 25:31-46). Assim, estará pronto o cenário mundial para o Reino Milenial.
5. O Milênio. Será um periodo real, concreto, em que Cristo reinará com a sua Igreja (Ap 20:4,6; Lc 1:32,33; Dn 2:44,45).
a) Um governo teocrático. Os lideres das nações terão de ir a Jerusalém, capital do mundo, para inteirar-se das determinações do Reino (Is 2:2,3,4; Zc 8:21-23; Jr 31:6).
b) Jesus, o Supremo Juiz. A justiça é a base do seu trono (Sl 72:1-12; Is 65:20).
c) A Igreja no Milênio. A igreja glorificada (Ap 19:11-21), juntamente com a igreja martirizada (Ap 20:4), reinará com Cristo por mil anos. Sua morada será na Jerusalém Celeste (Ap 21:2; Hb 12:28). Será uma cidade que virá dos céus (Ap 21:20), e ficará nos ares, acima da Jerusalém terrestre.
d) Bênçãos do Reino Milenial. Haverá saúde para todos os povos (Is 35:5,6). As pessoas terão longevidade (Is 65:20,23; Zc 8:3,4). O desenvolvimento mundial será tremendo; não haverá injustiça social, pois não serão nomeados administradores e politicos desonestos no Reino. A reconstrução será total (Is 58:12;61:4). O bem-estar será enorme (Is 32:15,20). A agricultura será próspera (Sl 67:6; Am 9:13). Os animais não farão mal ao homem (Is 11:9; Is 11:6,7; 65:25). Toda a tecnologia a serviço do mal ficará obsoleta. Não haverá guerras nem armas (Is 2:4; Zc 9:10). Haverá harmonia entre as nações (Is 11:3).
e) Satanás será solto. Mas só por um pouco de tempo (Ap 20:2,3). Isto ocorrerá para que as pessoas nascidas no Milênio sejam provadas. Como prova de que a natureza humana não terá modado (exceto para os salvos), gente de todas as nações se deixará enganar pelo diabo, vontando-se contra Cristo e seus santos (Ap 20:8,9). Mas Cristo, o Rei dos reis, derrotará a rebelião satânica, lançará Satanás para sempre, no lago de fogo, onde já estarão o Anticristo e o Falso Profeta (Ap 19:20; Rm 16:20).
6. O Juizo Final. Será o Juizo do Grande Trono Branco (Ap 20:11). Dar-se-á a segunda ressurreição para a “segunda morte” (Ap 20:6). Os ímpios serão julgados e lançados no lago de fogo – todos, desde Caim até o último dos iniquos (Ap 20:13).
Os que não tiverem acompanhado Satanás durante a rebelião deste no Milênio, também comparecerão perante o Trono Branco, mas para serem julgados de outra forma; eles juntar-se-ão à Igreja Glorificada (Ap 3:5; 13:8). No Juizo Final, o Reino de Deus não admitirá advogado de defesa. Quem não tiver o nome no Livro da Vida, será condenado à perdição eterna (Ap 20:15).
7. O perfeito estado eterno. Após a implantação final do Reino de Deus, com o aniquilamento de todos os poderes das trevas, haverá novo céu e nova terra (Ap 21:1). “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21:5a). Isto se refere à renovação e purificação do céu e da terra. Não haverá mais morte, nem pranto, nem dor (Ap 21:1-4). Na Nova Jerusalém (Ap 21:9-27), estará a árvore da vida. Nela, não haverá maldição, nem noite. Todos os salvos poderão contemplar a doce e gloriosa presença de Deus. Uma nova e maravilhosa vida será destinada àqueles, cujos nomes estiverem no Livro da Vida
Conclusão
Nada se poderá comprar ao que será o Reino Eterno quando da consumação de todas as coisas. Ali, os salvos desfrutarão daquilo que o poeta sacro um dia cantou: “Metade da glória celeste, jamais se contou ao mortal”. Vale a pena ser crente fiel, santo e salvo, para um dia ser integrante do Reino de Deus, e desfrutar de sua grandeza inimaginável.
Questionário
1. Por que a Igreja substituiu Israel Israel, na implantação do Reino de Deus?
2. Como se chama, teologicamente, o periodo antre a 69a. 70a. Semanas de Daniel?
3. Quando se dará o arrebatamento da Igreja?
4. Quem subirá primeiro a encontrar o Senhor nos ares?
(EXTRAÍDO da “Lições Bíblicas” Jovens e Adultos 3 Trimestre de 1997)

A Excelência da Palavra de Deus

A EXCELÊNCIA DA PALAVRA DE DEUS
Salmo 119:1,4,5,7,9,10-12,16
INTRODUÇÃO
Embora não se saiba quem é o autor desse poema gigante do Saltério, o Salmo 119 muito ensina sobre o valor da Palavra de Deus. Neste salmo, cada letra do alfabeto hebraico dá inicio a um série de oito versículos, num total de 22 estrofes. De sua leitura, pode-se entender que seu propósito é exaltar a excelência da Lei do Senhor.
I. Por que a Palavra de Deus é excelente
1. Ela é pura. Não há mistura na Palavra de Deus. Em toda a Escritura Sagrada, não há uma só discordância quanto à essência da mensagem. Os inimigos da Palavra já procuraram desacreditá-la, apontando discrepâncias e contradições, mas em vão. As divergências sugeridas são apenas aparentes, porque “as palavras do Senhor são palavras puras como prata refinada em forno de barro e purificada sete vezes” (Sl 12:6). É purissima! (Sl 119:140).
2. Ela é reta. Ela segue uma tinha de pensamento que, começando no Gênesis, termina no Apocalipse, mas sem quaisquer desvios ou mistificações apesar de ter sido escrita por cerca de 40 homens, durante quase 1.600 anos, nos mais diversos lugares. A mensagem da Bíblia é uma só: O amor de Deus e o seu plano para a salvação do homem. “Porque a palavra do Senhor é reta, e todas as suas obras são fiéis” (Sl 33:4).
3. Ela é santa. A Palavra de Deus identifica-se com a natureza divina, que é santa. Os seres celestiais, no Apocalipse, cantam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso, que era, e que é, e que há de vir” (Ap 4:8). A palavra do homem, quase sempre, tem verdade e mentira, realidade e engano, mas a palavra de Deus é santa (Sl 105:42).
4. Ele é lâmpada e luz. Somente a Palavra de Deus tem o poder de iluminar o caminho do homem. Há muitos, por aí, que se dizem iluminados pelas filosofias de Buda, de Confúcio, e de outros, mas, na verdade, estão em trevas. “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho” (Sl 119:105).
5. Ela é verdade absoluta. Em Jo 17:17, Jesus declarou: “...a tua palavra é a verdade”. Não é uma verdade entre outras, como pensam os sábios segundo o mundo. A palavra de Deus é “a” verdade, no sentido absoluto, pois é a revelação do Deus Criador, Onipotente, Onisciente, Onipresente, Santo, Justo e Salvador. O salmista é categórico: “A tua palavra é a verdade desde o principio, e cada um dos teus juizos dura para sempre” (Sl 119:160).
6. É o poder de Deus. Paulo, falando aos coríntios, foi enfáticos: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1Co 1:18). As palavras as filosofias, os ensinos, as idéias e os pensamentos dos mestres do mundo conseguem, no máximo, apenas reformar vidas. Mas a Palavra de Deus transforma o mais vil pecador numa nova criatura: ela, em si mesma, é e tem o poder de Deus.
7. É viva e eficaz. Até hoje, nenhum cirurgião conseguiu descobrir onde fica a divisão da alma e do espirito. Os médicos só podem agir sobre o corpo. Quanto à mente, limitam-se a trabalhar o comportamento observável do homem. Contudo, “...a palavra de Deus...penetra até à divisão da alma, e do espirito, e das juntas e medulas e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4:12). A Palavra de Deus tem vida e é eficaz, ou seja, produz efeitos, muda comportamentos, transforma vidas.
II. O Que a Palavra de Deus Produz no Homem
1. A Palavra de Deus Transforma. Transformar é “dar nova forma, feição ou caráter; tornar diferente do que era; mudar, alterar...” (Dic. Aurélio). Todos os significados da palavra transformar, no sentido mais elevado do termo, podem ser aplicados ao que a Palavra de Deus produz na vida de uma pessoa que a ouve e a recebe em seu coração.
a) Dá nova vida. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Co 5:17).
b) Liberta do pecado. Os que “andam na lei do Senhor não praticam iniquidade, mas andam em seus caminhos” (v.3),. O poder transformador da Palavra de Deus faz com que o homem ímpio deixe os seus maus procedimentos, e passe a andar segundo a orientação de Deus.
c) A Palavra de Deus purifica o interior do ser humano. “Como purificará o jovem o seu caminho?” (v.9). O salmista faz essa indagação porque, em todos os tempos, o comportamento dos jovens sempre foi alvo da tentação do inimigo. Mas a resposta vem logo em seguida: o jovem pode purificar o seu caminho, “observando-o conforme a tua palavra”. Na verdade, não só ao jovem se aplica essa verdade, mas as pessoas de todas as faixas etárias.
2. A Palavra de Deus produz vida eterna. Jesus disse: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna...” (Jo 5:24).
III. A Autoridade Absoluta da Palavra de Deus
1. Esta acima da razão humana. A razão humana só aceita aquilo que pode ser percebido pelos sentidos naturais, que pode ser provado empiricamente. É por isso que a Biblia declara: “...a palavra da cruz é loucura para os que se perdem” (1Co 1:18). Diante disso, Deus destrói a sabedoria dos sábios e aniquila a inteligência dos inteligentes (1Co 1:19-20). A Palavra de Deus contém “coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu e não subiram ao coração do homem” (1Co 2:9).
2. Não pode ser contestada pela Igreja. Paulo, doutrinando o jovem Timóteo, ordena-lhe que advirta a outros para que não ensinem outra doutrina (1Tm 1:3) e não se dêem a fábulas, “que mais produzem questões do que edificação em Deus” (1Tm 1:4). Por ignorarem tal exortação, muitos entregam-se a “vãs contendas, querendo ser doutores da lei e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam” (1Tm 1:6-7).
3. Não pode ser questionada pelo misticismo. O misticismo tem tomado conta de nossa época. A chamada “Nova Era” tem chegado até mesmo a certas igrejas. Sonhos, revelações e profecias, ou profetadas, tem procurado ultrapassar a Palavra de Deus. Isso não tem sentido, pois a Palavra já está completa. Não se deve modificá-la, sob pena de incorrer-se em castigo severo (Ap 22:18-19).
4. É a única regra de fé e prática. Para o cristão verdadeiro, livros podem ser escritos; pensamentos podem ser expostos. Mas nada toma o lugar da Palavra de Deus. A Igreja Cristã, ao contrário das seitas, só tem a Biblia, a Palavra de Deus, como única regra de fé e prática. Fora da Biblia, nada prevalece como doutrina ou ensino a ser seguido.
5. Sua ética é a mais elevada do Universo. Ética é a parte da Filosofia que estuda o que é certo e errado. A ética humana parece um pantanal sem fim. O que era certo há poucos anos, agora é errado; o que era errado, agora é certo. Adultério-não é mais crime. Homossexualismo não é mais crime. É aceito amplamente pela ética humana. O aborto, crime inominável, é legal em muitos países. Agora, já se pena em clonagem (cópia) de seres humanos; o homem mortal tenta invadir uma área que só a Deus pertence.
Graças a Deus, que a Bíblia, em termos de ética, é inabalável. Pecado é pecado. Abominação é abominação, ontem, hoje e sempre. As obras da carne (Gl 5:19-21) jamais deixaram de ser contrárias à Lei de Deus.
Conclusão
A Palavra de Deus é excelente sob todos os aspectos que se possa considerar. Individualmente, ela deve ser acatada com fé, amor e profunda gratidão. Coletivamente, deve ser aceita como única regra de fé e prática. No culto cristão, deve ter prioridade máxima. Infelizmente, em muitos cultos, quase não há espaço para a exposição da Palavra de Deus. A cantoria toma conta do tempo. A palavra fica em último plano. Que Deus nos ajude a ser gratos pela sua palavra, e que possamos pô-la em prática em nosso viver.
Questionário
1. Quantas estrofes tem o salmo 119?
2. Que diz o salmo 33:4?
3. Que disse Jesus, sobre a Palavra, em João 17:17?
4. Na vida do cristão verdadeiro, qual o significado da Palavra de Deus?
(EXTRAÍDO da “Lições Bíblicas” Jovens e Adultos 3 Trimestre de 1997)

A Doração Cristã

A DORAÇÃO CRISTÃ
Salmo 122:1-3,4,6,8-9
INTRODUÇÃO
Os judeus, principalmente os que tinham vindo do cativeiro, acalentavam um sentimento todo especial ao entrarem em Jerusalém, e, principalmente, ao transporem os umbrais do Templo. Pois Jerusalém era o lugar santo por excelência. Hoje, o cristão fiel, sente-se de igual modo feliz, quando, em reverência e santidade, vem à casa de Deus para adorá-lo.
I. Conceitos de Adoração
1. Conceito geral. A palavra 'adorar' vem do latim (adorare), significando render culto, reverenciar, venerar, amar extremosamente. “A adoração consiste nos atos e atitudes que reverenciam e honram à majestade do grande Deus do céu e da terra” (BEP).
2. Conceitos bíblicos
a) Glorificar a Deus. Paulo, falando aos coríntios sobre a liberdade e a caridade cristãs, recomenda: “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31). Deste versículo, podemos deduzir que adoração é glorificar a Deus em tudo, em todas as áreas da vida.
b) O culto racional a Deus. Implica em adorar a Deus, apresentando o nosso “corpo em sacrificio vivo, santo e agradável a Deus, que é o ...culto racional” (Rm 12:1). Isto quer dizer que todas as partes do nosso corpo devem ser consagradas a Deus, pois o nosso corpo é templo do Espirito Santo (1Co 6:19; Jo 16:14).
c) Louvar a Deus. O vocábulo 'louvar' vem do latim (loudare), e significa exaltar, glorificar, bendizer. Cantar é, sem dúvida, a forma mais usada na adoração a Deus. O salmista confessa: “...e a minha boca te louvará com alegres lábios” (Sl 63:5; Sl 47:6).
II. Adoração no Antigo Testamento
1. Centrada num lugar. Os judeus, no Êxodo, tinham a sua vida religiosa em torno do Tarbernáculo, no deserto. Depois, a adoração foi centralizada no Santo Templo, e após o exílio babilônico, nas sinagogas.
2. Restrita aos homens. Somente os homens poderiam comparecer às três festas anuais “diante do Senhor” (Ex 23:17).
3. De caráter nacional. Jerusalém centralizava o culto a Deus. Era proibido oferecer sacrificios em qualquer outro altar a não ser no que se encontrava no Tabernáculo e, posteriormente, no Santo Templo.
4. Centrada no sacerdote. O povo, durante o culto, ficava na parte externa do Tabernáculo, ou do Templo. No lugar santo, só entravam os sacerdotes: e, ao Santo dos Santos, onde se achava a arca do testemunho, só tinha acesso o sumo sacerdote e, assim mesmo, apenas uma vez por ano (Êx 30:10).
5. Ritualística. Embora todo o ritual, no AT, fosse símbolo do sacrificio de Cristo, o cerimonial sempre acabava por prevalecer, de modo marcante, sobre a essência do culto. A adoração, pois, era muito mais exterior que interior.
6. Sacrificios cruentos. No culto do Antigo Testamento, havia sacrificios de animais (Lv 17:11; Hb 9:19-22).
7. Ministério do louvor. No AT, havia um ministério regular de louvor, abrangendo cantores e músicos coletivamente (1Cr 23:5-6; 1Cr 25:7).
III. Adoração no Novo Testamento
1. Em Espirito e em verdade. Jesus veio trazer uma nova dimensão na adoração a Deus. Ela não se restringiria a um lugar especifico. Respondendo à mulher samaritana, que argumentava quanto ao lugar da adoração, Jesus foi categórico: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espirito e em verdade...” (Jo 4:23).
2. No Templo e nas casas. Os apóstolos ensinavam o Evangelho no templo e nas casas (At 5:42; 20:20).
3. Não ritualística. No NT, não há mais necessidade de ritualismo. Pois Cristo, o Cordeiro de Deus, já cumpriu todos os sacrificios, em nossso lugar, efetuando eterna redenção (Hb 9:11-15).
4. Culto racional. Como já foi dito, o culto racional é o verdadeiro culto a Deus, e só pode ser prestado por quem tem a mente renovada. Somente assim podemos experimentar a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:1-2).
5. Louvor congregacional. No NT, as igrejas valorizavam o canto congregacional. (Ef 5:19).
6. A ação do Espirito Santo. No Antigo Testamento, a ação do Espirito Santo era, entre o povo, esporádica. Já no Novo Testamento, a adoração é essencialmente movida pelo Espirito Santo.
Innfelizmente, o culto-espetáculo, centrado no homem, esta invadindo muitas igrejas.
IV. A Adoração na casa do Senhor
1. A alegria na adoração. “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor” (v.1). Davi externa, nessa expressão, toda a sua alegria por lhe haverem convidado a ir ao Santo Templo, em Jerusalém. É uma felicidade poder ir à igreja, por mais humilde que esta seja, para adorar a Deus.
2. Por que a casa do Senhor é tão importante?
a) É o lugar onde habita o nome do Senhor. O nome santo (Êx 20:7); nome admirável (Sl 8:9).
b) É o lugar santo. Nele, está a presença do Senhor (Êx 3:5). Deve-se guardar o pé, quando se entra na Casa de Deus (Ec 5:1). Santidade convém à Casa do Senhor (Sl 93:5).
c) É o lugar onde a glória de Deus se manifesta. Na dedicação do Templo, por Salomão, uma nuvem encheu a casa de modo que os sacerdotes não podiam manter-se em pé, “porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor” (1Rs 8:10-11).
d) Lugar onde há verdadeira alegria. “Na tua presença há abundância de alegrias” (Sl 16:11).
e) Lugar de zelo pelas coisas de Deus. “Pois o zelo da tua casa me devorou...” (Sl 69:9). Hoje, muitos crentes entram e saem do templo sem esboçar a menor reverência.
f) Lugar de oração. Jesus entrou no templo, e revoltou-se ao ver o mercantilismo na Casa do Senhor. Agiu de modo enérgico, expulsando de lá os vendilhões, dizendo: “A minha casa será chamada casa de oração...” (Mt 21:12-13). O que mais falta, hoje, nas igrejas e nos lares, é oração.
V. Oração pela cidade onde moramos
1. “Ó Jerusalém!” (v.2b). Admirado, Davi contemplava Jerusalém como se fora esta (e realmente o era) “...uma cidade bem sólida” (v.3). Isto se referia também à unidade que Jerusalém inspirava às diversas tribos hebréias, pois tinham a cidade como ponto de referência. E, a Jerusalém, iam elas, anualmente, adorar a Deus (v.4).
2. “Orai pela paz de Jerusalém” (v.6a). O salmista sabia que só podia adorar a Deus em paz se a cidade também estivesse em paz. É necessário que oremos pela cidade onde moramos, pois suas estruturas econômica, social, politica, administrativa e espiritual, encontram-se, via de regra, sob a opressão do diabo.
3. “Prosperarão aqueles que te amam” (v.6b). Este é um dos versiculos favoritos dos judeus. Eles crêem que, orando por Jerusalém, serão galardoados por Yahweh com a bênção da prosperidade.
Conclusão
A paz é o anséio comum dos que moram nas metrópoles. Só o Evangelho de Cristo, o Principe da Paz, pode atender-nos nesta premente necessidade. Ou seja: fazer com que residamos em paz e segurança nas grandes cidades.
Questionário
1. Com relação ao lugar, o que diferencia a adoração no AT e no NT?
2. Quem podia comparecer às três festas anuais dos judeus?
3. Que tipo de louvor é valorizado no NT?
4. Por que devemos buscar o bem da cidade?
(EXTRAÍDO da “Lições Bíblicas” Jovens e Adultos 3 Trimestre de 1997)

sábado, 27 de dezembro de 2008

A Confissão dos Pecados e o Perdão Divino

A CONFISSÃO DOS PECADOS E O PERDÃO DIVINO
Salmo 51:1-13
INTRODUÇÃO
Por não ter vigiado, Davi caiu em pecado de adultério. Como um abismo chama outro abismo, ele ainda foi levado a mentir, enganar e a cometer homicídio. Mas como tivesse humildade para reconhecer o seu erro diante de Deus, foi perdoado. Mas até o fim de sua vida, sofreria os efeitos daqueles minutos de prazer pecaminoso.
I. Quem era Davi
1. Um homem ungido. O jovem pastor, filho de Jessé, foi ungido rei, em lugar de Saul (1Sm 16:13a). Após a unção, “...o Espirito do Senhor se apoderou dele” (1Sm 16:13b).
2. Um homem corajoso. Cheio do poder do Espirito Santo, foi protagonista de uma vitória considerada impossível. Venceu o gigante Golias, o campeão dos filisteus (1Sm 17:50).
3. Um homem cheio do temor de Deus. Não obstante ter oportunidade de tirar a vida de seu perseguidor mortal, o desviado Saul, Davi poupou-lhe a vida por respeitar a unção de Deus que havia sido posta sobre o rei (1Sm 26:8-9).
4. Um homem escolhido por Deus. No Salmo 89:3, lemos: “Fiz um concerto com o meu escolhido; jurei ao meu servo Davi”. Sim, Davi era um homem segundo o coração do Deus de Israel.
II. Os Pecados de Davi
Para se entender o profundo significado do Salmo 51, é indispensável meditar sobre o que ocorreu no capitulo 11 do livro de 2Sm. Aí vemos que o homem que matara a Golias, foi derrotado pelo gigante da concupiscência
1. Ociosidade. Enquanto o exército de Israel estava na batalha, Davi repousava em Jerusalém. Ao invés de orar e vigiar, pedindo a Deus que guardasse os seus soldados e capitães, deixou-se vencer pela ociosidade, passeando no terraço da casa real (2Sm 11:1-2).
2. Cobiça. De repente, o rei teve a sua atenção atraida para uma mulher bonita que lhe desperta a lascivia. A cobiça da carne o domina. Ele foi “...atraido e engodado pela sua própria concupiscência” (Tg 1:14), que é desejo intenso ou apetite sexual desordenado. Se a concupiscência conceber, dá à luz o pecado (Tg 1:15a).
3. Adultério.
a) Tentado. Ele deu lugar à tentação. Primeiro, olhou; depois, mandou perguntar o nome da mulher; e, por fim, ordenou fosse ela trazida até o palácio real. Nesse ponto, a concupiscência já houvera concebido (Tg 1:15).
b) Vencido. Naquele momento, Davi deixou de ser um homem segundo o coração de Deus (1Sm 13:14) e passou a cumprir a concupiscência da carne (Gl 5:16b). O homem que matara um leão, um urso e um gigante, foi derrotado pelo pecado sexual. Convém lembrar que, além do sexo, o poder e o dinheiro são os outros meios mais usados para derrubar um homem de Deus.
4. Homicídio. Já morto espiritualmente, Davi arquitetou um plano diabólico.
a) A astúcia. Sabedor de que a mulher estava grávida, Davi chamou Urias, e ordenou-lhe que fosse para casa a fim de se deitar com a esposa, pois assim ninguém ficaria sabendo que o filho gerado era fruto do pecado do rei (2Sm 11:10-12).
b) A serviço do diabo. O rei enviou uma carta pelas mãos do próprio Urias, endereçada a Joabe, instruindo-o a que pusesse Urias no lugar mais perigoso da batalha para que fosse morto. Como Urias era um servidor fiel, não violou a carta. Se o tivesse feito, teria visto que levava a própria sentença de morte.
c) Insensibilidade. Ao saber a noticia da morte de Urias, o rei, cinicamente, mandou que se dissesse a Joabe: “Não te pareça isso mal aos teus olhos; pois a espada tanto consome este como aquele” (2Sm 2:25). Se não o bastasse, Davi ordenou que se buscasse a viúva para ser sua esposa (2Sm 2:27). Quando um homem de Deus chega a esse ponto, é sinal de que a sua consciência já está totalmente cauterizada (1Tm 4:2).
III. Consequências do Pecado
1. Perda da comunhão divina. Davi, que era um homem segundo o coração de Deus (1Sm 13:14), perdeu, de um momento para o outro, a presença de Deus (v.12).
2. O Afastamento do Espirito Santo. Davi experimentou quão terrível é viver afastado do Espirito Santo (v.11). O Espirito de Deus é santo. Ele não permanece num coração que abriga o pecado.
3. Escândalos. Quando a prática do pecado resulta em escândalos, ele (o pecado) reveste-se de maior gravidade. Por isso, Jesus afirmou: “Ai do mundo por causa dos escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! (Mt 18:7).
IV. A Intervenção de Deus
1. Deus envia o profeta para repreender a Davi. Natã foi enviado ao rei com uma mensagem em forma de parábola. O profeta narrou a Davi um fato revoltante, envolvendo um certo homem que cometera uma grande injustiça (2Sm 12:1-5). O rei, ao ouvir atentamente o profeta, ficou furioso, dizendo: “Vive o Senhor, que digno de morte é o homem que fez isso” (2Sm 12:5).
2. A coragem do profeta. O homem de Deus porém replicou-lhe com firmeza: “Tu és este homem. Assim diz o Senhor, Deus de Israel...A Urias, o heteu, feriste à espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher; a ele mataste com a espada dos filhos de Amom” (2Sm 12:7,9).
3. A sentença divina. Ali mesmo, sem burocracia nem protelações, o profeta proferiu a sentença de Deus contra o rei:
a) “Não se aportará a espoda jamais de tua casa”. Foi o que realmente aconteceu. O filho que nascera daquele adultério morreu (2Sm 12:14). Mas as desgraças não pararam por aí. Amnon foi assassinado por Absalão (2Sm 13:28,29). Absalão foi morto por ter se rebelado contra o pai (2Sm 18:9-17). E, tempos depois, já no final do reinado de Davi, Adonias também seria morto à espada (1Rs 2:24,25).
b) “Eis que suscitarei da tua mesma casa o mal sobre ti...” (2Sm 13:11a). Absalão, filho predileto de Davi, adulterou com as mulheres do pai em plena praça pública (2Sm 16:21-22). Como se não bastasse, a filha do rei foi estuprada por um de seus irmãos (2Sm 13:10-15).
V. A Oração do Pecador Arrependido
Reprendido por Natã devido ao gravissimo pecado, Davi não se fez de inocente. De imediato confessou: “Pequei contra o Senhor” (2Sm 12:13a).
1. A súplica. No Salmo 51, Davi começa por suplicar a Deus por misericórdia. Ele não procura desculpa alguma para justificar o seu ato. Antes: roga ao Senhor que lhe apague as transgressões, segundo a benignidade e a misericórdia divinas. Ele ainda implora que o Senhor lhe lave da terrível iniquidade e o purifique do horrendo pecado (v.2).
2. A confissão. (v.3-4). Amargurado, Davi confessa reconhecer as suas transgressões, pois o seu pecado está continuamente diante si. Ele reconhece e confessa: “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que aos teus olhos é mau” (v.4a). O que concluimos desta passagem? Quando alguém peca, peca contra Deus. E Deus jamais terá o culpado por inocente (Na 1:3).
3. O clamor pela restauração.
Davi não conhecia o poder purificador do sangue de Jesus. Mas sabia que, quando alguém era considerado imundo, por ter tocado num cadáver (Nm 19:6) ou num leproso (Lv 14:4), precisava, de acordo com a Lei, passar pela cerimônia de purificação, na qual o sacerdote tomava um molho de hissopo, molhava-o na “água da separação”, e a espargia sobre o transgressor. Assim, Davi considerava-se tão imundo, que precisava passar por esse processo. Hoje, na Nova Aliança, “o sangue da aspersão” (Hb 12:24), ou seja: o sangue de Cristo, purifica as nossas consciências das obras mortas (Hb 9:14) e de todo o pecado (1Jo 1:7).
a) “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (v.10). Davi anelava por uma purificação interior e por um espirito reto. Somente aquele que reconhece o seu pecado é que consegue sentir a sujeira deste na alma. Por isso, Davi arrepende-se de sua transgressão e a confessa. Sim, o verdadeiro arrependimento faz com que aborreçamos o pecado.
b) “Não me lances fora da tua presença...” (v.11). Ele sentia falta da presença do Senhor, e por isso clamava: “Não retires de mim o teu Espirito Santo”. Sem a presença do Espirito Santo, deixamos de ser espirituais, e passamos à condição de meras criaturas.
c) “Torna a dar-me a alegria da salvação...” (v.12). Como Davi havia perdido a alegria da salvação, agora clama ao Senhor para que lhe restitua a bênção perdida.
VI. O Compromisso Diante do Perdão
Após sentir-se perdoado, Davi promete a Deus fazer algo que ficara impedido de realizar por causa de sua transgressão.
1. Ensinar aos transgressores (v.13). “Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos”. Tendo experimentado o que é transgredir a lei divina, o salmista assume o compromisso de levar os transgressores a aprender os caminhos do Senhor, e a se converterem de seus pecados.
2. Um parêntese de temor (v.14). Atingido pelo medo de voltar a pecar, Davi abre um parêntese na sua oração, e pede a Deus que o livra dos crimes de sangue. De certo, a morte de Urias continuava a ferir-lhe a conciência.
3. Louvor a Deus (v.15). Davi pediu a Deus que abrisse os seus lábios para que a sua boca pudesse entoar louvores ao Senhor.
Conclusão
Quando um servo de Deus cai, principalmente em se tratando de um lider, o diabo e seus demônios se alegram. Entretanto, quando o filho de Deus arrepende-se sinceramente, o Senhor estende sobre ele o manto do perdão. Há alegria no céu.
Questionário
1. Quais as três qualidades de Davi, ressaltadas nesta lição?
2. Quais foram os pecados de Davi?
3. Qual foi a sentença de Deus a Davi?
4. De acordo com a lição, quais os elementos da oração de arrependimento de Davi?
(EXTRAÍDO da “Lições Bíblicas” Jovens e Adultos 3 Trimestre de 1997)

Se Conselho Fosse Bom, Não se dava, Se vendia

“SE CONSELHO FOSSE BOM, NÃO SE DAVA, SE VENDIA”

O VALOR DO CONSELHO
Pv 12:15
INTRODUÇÃO
Queremos discordar com esse provérbio popular que tenta desvalorizar o conselho e o aconselhamento. O avanço cientifico, o acesso à educação e à intelectualidade tem aumentado a soberba humana e muitos não querem buscar conselho. Mas a Palavra de Deus nos mostra que não somos auto-suficientes e precisamos de Deus e do irmão. O provérbio acima traz dois falsos conceitos: Primeiro desvaloriza o conselho, depois acentua o comercio das coisas boas. Pensaremos hoje no valor do conselho.
I. A Importância do Conselho
A Biblia dá verdadeira importância ao conselho. Textos como Pv 12:15; 13:10; 15:22; 20:18, etc, dão ao conselho um papel importante em nossa aquisição de sabedoria. Proverbios nos diz que o fracasso de muitos projetos se dá por falta de conselho e às vezes por não se ter buscado a multidão de conselheiros, Pv 11:14.
II. Um Deus Conselheiro
O conselho do Senhor, o melho conselho.
O nosso Supremo Conselheiro é o Senhor. Vejamos alguns textos:
a) Salmo 32:8, Salmo 73:24, Isaías 9:6 (Jesus), Salmo 16:7, Isaias 11:2 e 28:29, Jeremias 32:19 e O Senhor Jesus em Apocalipse 3:18.
b) Os profetas foram condenados por não buscarem a profecia no conselho do Senhor. Jeremias 23:18.
c) Muita gente sofreu por não ter buscado o conselho do Senhor. As mulheres que ouviram o conselho de Balaão (Nm 31:15,16); Israel faz uma péssima aliança com os gibeonitas por não consultar o Senhor, Josué 9:14-23, e outros casos.
III. O Bom Conselho
O bom conselho vem do Senhor. Ele, porém, usa seus instrumentos.
Pensemos neles:
a) Através de sua Palavra. Salmo 119:105.
b) Através do seu Espirito Santo pelo testemunho interior. Romanos 8:14-16.
c) Deus usa seus servos, pastores e lideres para transmitir bons conselhos. Moisés em Êxodo 18:15; o conselho de Jetro ao genro Moisés (Êxodo 18).
d) Através da própria Igreja. Colossenses 3:16.
e) Do ministério de aconselhamento, de profissionais, psicólogos e terapêutas comprometidos com Deus e sua Palavra. Jetro tinha esse ministério. Os sábios conselheiros de Salomão, os quais Roboão não quis ouvir.
Conclusão
Deus não nos deixará sem conselho. Conselho bom só vem de Deus e de seus instrumentos. Viver sem buscar aconselhamento é expressar uma autosuficiência perigosa. Deus quer nos orientar e nos transformar em bons conselheiros.
(EXTRAÍDO da “Explicando as Escrituras” Jovens e Adultos 2 Semestre/2005))